DOBRADA
na infância
menina ainda
ficava de castigo
na lavanderia:
toalha,
dobrada.

também nas melhores livrarias.
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Para quem não viu, meu site está vestido de festa... de banner novo e tudo! http://vai.la/10kI
Lindo presente da Confraria! Obrigadaaaa http://vai.la/10kC
@luisguggen um animal dirigindo um caminhão enorme bateu. Mas o trânsito ruim continua... :-/
@luisguggen Ta mto ruim... Ainda nao descobri o motivo... Depois conto.
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- Izhaki, Flávio. De cabeça baixa. Rio de Janeiro: Guarda-chuva, 2007
Momentos que não passam, sonhos que nos acorrentam, frustrações que não esquecemos.
A partir de estranhas coincidências, o renascimento de um livro num sebo, o livro de Felipe, Marcelo, Luana, Ana Maria.
Esse é o eixo central do primeiro romance de Flávio Izhaki, escritor conhecido no meio internauta que já participou de prestigiosas coletâneas de contos e amadurece de forma rápida e segura, dando seqüência ao trabalho literário desenvolvido desde 2003.
'De cabeça baixa' traz a história de outro livro e, tal como uma boneca russa, fala de um livro que assume vida própria e percorre um desconhecido caminho até retornar à mão de seu vacilante autor.
Não volta virgem, porém.
Traz em seu corpo rabiscos, reflexões, contrastes. Volta cheio de interrogações, interlocuções e surpresas, traz um enigma a ser desvendado.
Excitado com as possibilidades que se abrem na leitura atenta e descompromissada de uma desconhecida, deliciado com as perspectivas de saber-se lido, desejado e criador do desejo alheio, sente novo alento.
A dificuldade de retomar o próprio percurso não é privilégio de Felipe ou de Marcelo.
A dificuldade em descobrir novos sonhos, em ousar arder por novos desejos, em fazer novos planos, em dar continuidade à vida apesar de tudo, apesar das dores, se instala sorrateira em muitos endereços.
Rio, Curitiba, São Paulo, tanto faz, a diferença seria apenas do clima.
Antes de partir para Curitiba, Felipe escuta entre berros e lágrimas que 'vive de cabeça baixa', que encarna o papel forçado de eterna vítima, frustrando amigos, amantes, frustrando a si mesmo para se regozijar do enfurnamento nas próprias frustrações.
Os rabiscos daquela estranha leitora, porém, trazendo-lhe ódio e curiosidade pelo teor ácido de suas críticas, o ressucita da letargia.
Busca então, em vão, reencontrar o passado, tenta resgatar o que foi deixado para trás acreditando que encontrará nele - num amor passageiro, numa mulher do passado - a rendição, a salvação, a nova vida que deveria ter sido e não foi.
Em sua peregrinação por uma resposta, descobre as tantas angústias que constituíam a causa verdadeira de seus fracassos e ousa levantar a cabeça, ousa lançar um novo olhar sobre si e sobre o que fizera e faria com sua vida e repara, finalmente repara, que o essencial para seguir adiante seria apenas a coragem de passar uma página.
Fugir ainda seria uma opção?
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